Realmente fazia tempo que eu não chorava dias seguidos,
ou de emoção, ou de tristeza, mas nunca tinha chorado por medo, acho que chorei de medo quando era criança, quando algo me mostrava que era médium e sentia presença de seres menos desenvolvidos do meu lado, resumindo na linguagem popular, os fantasmas.
Ontem eu chorei, de alívio, medo, pavor, tristeza, inconformismo, espanto, fraqueza, e sobre tudo de emoção por estar vivo, passei por uma coisa horrível, ser praticamente sequestrado.
Hoje eu senti outra grande tristeza, a vida sempre foi muito boa comigo, tive 4 avós e 3 avôs, acho que ninguém teve tantos avôs como eu.
Tive meus avôs paternos que não cheguei a conhecer nesse plano, tive um avô por parte de mãe que também não conheci, e tive minha grande vó Lazara, digo grande por ter sido uma heroina, uma guerreira, uma verdadeira brugue, que tenho orgulho de ter sido neto desta grande mulher.
Desde bem pequeno, quase bebê ouço uma lenda que a primeira palavra que eu disse, e eu acho que até lembro, pois foi uma festa foi a palavra vó, para uma visinha da minha mãe, eu achei ela de vó e ela me adotou como neto querido dela.
Perdi minha vó de sangue em 1991, a minha avó adotada em 2001 e hoje perco mais uma vó.
Eu conheci essa minha terceira avó em 2006 no rio, minha vó carioca, vó do celso, meu companheiro de vida.
Ele me apresentou e eu chamei ela de vó por ser parecer muito com a minha vozinha Lazinha,
a cor da pele, a cor do cabelo, o jeitinho de olhar, era como se eu visse minha vozinha de novo ao meu lado, chorei quando encontrei ela a primeira vez, fiquei muito emocionado mesmo.
Ela me deu um presente que nunca vou esquecer, e nunca vou me separar, ela me deu uma almofada de fuxico.
Hoje a Vó Nilza descansou, e foi para os braços do Pai, ela foi se encontrar com seus entes queridos, e eu me despeço dela com um beijo, beijo de alma, obrigado por ter me adotado como neto, um neto que te ama, mesmo tendo te visto poucas vezes, eu te amo.
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
ou de emoção, ou de tristeza, mas nunca tinha chorado por medo, acho que chorei de medo quando era criança, quando algo me mostrava que era médium e sentia presença de seres menos desenvolvidos do meu lado, resumindo na linguagem popular, os fantasmas.
Ontem eu chorei, de alívio, medo, pavor, tristeza, inconformismo, espanto, fraqueza, e sobre tudo de emoção por estar vivo, passei por uma coisa horrível, ser praticamente sequestrado.
Hoje eu senti outra grande tristeza, a vida sempre foi muito boa comigo, tive 4 avós e 3 avôs, acho que ninguém teve tantos avôs como eu.
Tive meus avôs paternos que não cheguei a conhecer nesse plano, tive um avô por parte de mãe que também não conheci, e tive minha grande vó Lazara, digo grande por ter sido uma heroina, uma guerreira, uma verdadeira brugue, que tenho orgulho de ter sido neto desta grande mulher.
Desde bem pequeno, quase bebê ouço uma lenda que a primeira palavra que eu disse, e eu acho que até lembro, pois foi uma festa foi a palavra vó, para uma visinha da minha mãe, eu achei ela de vó e ela me adotou como neto querido dela.
Perdi minha vó de sangue em 1991, a minha avó adotada em 2001 e hoje perco mais uma vó.
Eu conheci essa minha terceira avó em 2006 no rio, minha vó carioca, vó do celso, meu companheiro de vida.
Ele me apresentou e eu chamei ela de vó por ser parecer muito com a minha vozinha Lazinha,
a cor da pele, a cor do cabelo, o jeitinho de olhar, era como se eu visse minha vozinha de novo ao meu lado, chorei quando encontrei ela a primeira vez, fiquei muito emocionado mesmo.
Ela me deu um presente que nunca vou esquecer, e nunca vou me separar, ela me deu uma almofada de fuxico.
Hoje a Vó Nilza descansou, e foi para os braços do Pai, ela foi se encontrar com seus entes queridos, e eu me despeço dela com um beijo, beijo de alma, obrigado por ter me adotado como neto, um neto que te ama, mesmo tendo te visto poucas vezes, eu te amo.
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

